29 de ago de 2011

60% DOS SINDICALISTAS ASSASSINADOS NO MUNDO 
SÃO COLOMBIANOS

   Na passada quarta-feira, 24 de agosto a Conferedação Geral do Trabalho (CGT) da Colômbia, uma das quatro centrais sindicais que existem nesse país, denunciou o assassinato de 29 sindicalistas no decorrente ano de 2011, a maioria deles em zonas afetadas pelo conflito armado. O presidente da CGT, Julio Roberto Gómez, em declarações aos jornalistas reconheceu que as ameaças e ataques contra sindicalistas continuam.
   As organizações trabalhistas responsabilizam pela maioria das ameaças e homicídios aos grupos paramilitares, que são mercenários criados pelo Estado colombiano e financiados pelo narcotráfico. No ano de 2005, durante o governo de Álvaro Uribe Vélez, os paramilitares iniciaram uma suposta desmobilização em troca de penas baixas de prisão (menos de 5 anos) por delitos contra a humanidade.
  Em julho do ano de 2010 a Central Unitária de Trabalhadores (CUT) da Colômbia denunciou que 60% dos sindicalistas assassinados no mundo eram da Colômbia. Nos últimos 10 anos foram assassinados mais de 2.778 e foram cometidos mais de 11 mil atos de violência.

   Esses fatos contradizem os discursos que afirmam que no governo do atual presidente da Colômbia Juan Manuel Santos há uma superação às violações dos direitos, melhora nos direitos trabalhistas e consolidação do desmantelamento dos grupos paramiliateres.

Texto produzido por Agenda Colômbia, com informações de Diário Liberdade.

25 de ago de 2011

Informamos que as conferências de lançamento da Agenda Colômbia, que ocorrerão nesta sexta-feira, 26 de agosto, também poderão ser assistidas ao vivo pelo site:

19 de ago de 2011

ATO DE LANÇAMENTO DA AGENDA COLÔMBIA
“A situação dos Direitos Humanos na Colômbia e a Resistência popular”



Agenda Colômbia realizará na próxima sexta-feira, 26 de agosto, uma atividade com o título “A situação dos Direitos Humanos na Colômbia e a Resistência popular”. Será feito o lançamento no Brasil e simultaneamente na Colômbia desta iniciativa de solidariedade entre os povos que é a Agenda Colômbia.
O evento contará com duas palestras na Colômbia que simultaneamente serão transmitidas por videoconferências para o Brasil. Os palestrantes são: - O advogado defensor dos direitos humanos doutor Gustavo Gallardo com a conferência: “As atuais condições dos direitos humanos na Colômbia”; O doutor em filosofia política Sérgio Zubiría Samper, professor da universidade dos Andes da Colômbia com a conferência: “Formas de resistência à política de ‘seguridad democrática’ e ao modelo neoliberal na Colômbia.”
Agenda Colômbia é um espaço social e político que está sendo organizado em várias capitais do Brasil e concomitantemente na Colômbia. Tem por objetivo dar visibilidade à realidade colombiana e gerar ações de solidariedade do povo brasileiro aos movimentos da sociedade civil e organizações políticas democráticas colombianas. Assim como a defesa dos direitos humanos e pressionar pela saída pacifica e negociada ao conflito armado da Colômbia. 
         O evento será realizado simultaneamente nas cidades de Bogotá, Colômbia e em Porto Alegre, Brasil, às 19 horas do Brasil. O lugar é o auditório do CPERS, Avenida Alberto Bins, 480, 9º andar. A entrada é franca.

17 de ago de 2011

Lançamento da Agenda CoLômbia

O evento de lançamento da Agenda Colombia com a presença d@s companheir@s colombian@s numa vídeo conferência, acontecerá dia 26 de agosto, às 19 horas, na cidade de Porto Alegre, no auditório do CPERS 
(Av. Alberto Bins, 480, 9º andar)
!!! Em breve disponibilizaremos a programação completa e mais detalhes !!!


AS NECESSIDADES DE SOLIDARIEDADE COM O POVO COLOMBIANO


Novamente se escuta falar sobre a Colômbia, a imprensa brasileira de forma mais seguida registra noticias desse país, transparecendo que a situação política e social esta cada vez melhor. Já não falam do Plano Colômbia com a saída de Álvaro Uribe Vélez da presidência da república. É preciso dar passos à construção de participação democrática mais ampla. O novo governo, em cabeça de Juan Manuel Santos, parece mais tolerante aos diferentes setores políticos do país e na superação dos problemas colombianos. Dizem que a violência desenvolvida entre os colombianos são causadas pelo narcotráfico. As situações que ainda existem, tais como a das pessoas refugiadas, os confrontos militares em alguns lugares do território nacional, as ameaças e assassinatos, são anunciados como se fossem realizados pelas guerrilhas, que supostamente teriam, portanto, uma relação direta com o tráfico de drogas. Aparentemente o novo governo está se esforçando por mudar esta situação e criar os mecanismos necessários dentro da democracia para sua superação.
Mas em verdade é isso o que está acontecendo? Tem melhorado a situação da Colômbia? As situações de violência que vive a Colômbia são causadas pelo narcotráfico e as guerrilhas são supostamente relacionadas com este? Então por que falar das necessidades de solidariedade entre os povos? Por que haveria necessidade de um espaço social e político no Brasil que dê visibilidade à realidade colombiana e possa gerar solidariedade do povo brasileiro aos movimentos da sociedade civil e organizações políticas democráticas colombianas?
O governo colombiano violando de forma sistemática e permanente os direitos humanos exterminou o partido político de esquerda União Patriótica – UP, os mortos superam os 5 mil, somente em suas lideranças[1]. No mundo, 60% dos sindicalistas assassinados são da Colômbia, foram assassinados mais de 2.778 e foram cometidos mais de 11 mil atos de violência[2]. Aumentou a repressão ao movimento estudantil, principalmente nas universidades[3]. No governo de Uribe foram desaparecidas mais de 34.467 pessoas foram assassinadas mais de 173.183, segundo os dados tomados pela Fiscalia (Promotoria) Nacional de junho de 2005 até 31 de dezembro de 2010[4].
A violação sexual tem aumentado dramaticamente, do ano de 2001 até 2009 489.687 mulheres foram vítimas da violência sexual, numa média de seis mulheres cada hora[5].  Dessas violações, mais de 81% são cometidas pelo exército e seus mercenários paramilitares como mecanismos de terror, ficando estes casos na impunidade.
O número de pessoas camponesas com status de refugiadas internas pela violência passa dos 5 milhões sendo o país com mais refugiados internos[6] no mundo, dos quais um 11% são afros-descendentes e indígenas, e do  total pelo menos 48% são lares com chefia feminina[7], como também mais de 56% das pessoas refugiadas são mulheres e crianças, somando mais de 70%[8]. A distribuição da terra mostra segundo dados do mesmo governo que o 78,3% dos proprietários de terra têm menos de 6% da área enquanto 0,15% é dono de mais 55% das terras[9].
Mas o governo colombiano de Juan Manuel Santos e a direita colombiana falam de pós-conflito. Não reconhecem o caráter político das guerrilhas para não necessitar negociar a paz com elas, considera que as guerrilhas são “narco-terroristas”.
Dessa mesma forma a direita diz que a esquerda na Colômbia não tem expressão e só se resume ao “terrorismo” das guerrilhas. A esquerda colombiana entende que superando as injustiças históricas que vive poderá haver paz no país e se construir uma verdadeira democracia. O governo colombiano e a direita tentam isolar aos setores de esquerda, movimentos sociais e de direitos humanos e mostrá-los como expressões sem posturas políticas claras, alinhadas às organizações guerrilheiras.

Na solidariedade de uma proposta como Agenda Colômbia você pode ajudar!
A solidariedade é dos povos!!!


[1]CEPEDA, Iván. Genocidio Político: el caso de la Unión Patriótica en Colombia. In: <http://www.desaparecidos.org/colombia/fmcepeda/genocidio-up/exterminio.html,  >, Acessado: 23 Mai. 2011.
[2]  VANEGAS, Luis Alberto. En Colombia son asesinados el 60% de los sindicalistas asesinados en el mundo. Bogotá. Colômbia: CUT, 2010.
[3]  Defensoría del pueblo denuncia y rechaza las amenzas en universidade.
[4]No informe da Fiscalia General de la Republica de janeiro de 2011. In: < http://www.fiscalia.gov.co/justiciapaz/Index.htm >, Acessado: 16 Jun. 2011. As cifra do informe do Instituto de Medicina Legal da Colômbia ainda são maiores, fala de 38.255 desaparecidos. In: <http://www.dailymotion.com/video/xd9scp_mas-de-38-mil-personas-desaparecida_news  >, Acessado 16 Jun. 2011.   
[5]  Oxfam y Casa de la Mujer “Violaciones y otras violencias: Saquen mi cuerpo de la guerra”. http://www.intermonoxfam.org/UnidadesInformacion/anexos/12033/101206_Primera_Encuesta_de_Prevalencia.pdf
[6]  SALINAS,  Yamile A. Dinámicas em el mercado de la tierra em Colombia. Bogotá, Colômbia: Documento elaborado para la Oficina Regional de la FAO para América Latina y el Caribe Home. 2011, p. 8.
[7]  SALINAS, 2011, p. 8.
[8]  La ciudad de las mujeres. Mujeres desplazadas em Colombia. In: < >, Acessado 15. Jun. 2011.                      
[9]Como o mostra em seu livro Yamile Salinas ao tomar os dados do Instituto Agustín Codazzí. SALINAS, 2011, p. 16.

O QUE É A AGENDA COLÔMBIA?


Agenda Colômbia é um espaço social e político que busca dar visibilidade à realidade colombiana e gerar solidariedade do povo brasileiro aos movimentos da sociedade civil e organizações políticas democráticas colombianas.
Como organização não é partidária, é autônoma, horizontal, prima pela equidade de gênero, a direção coletiva e a formação permanente. 
Acredita e trabalha pela construção da solidariedade entre os povos, principalmente dos povos da América Latina. Luta contra o imperialismo, a militarização e a violação aos direitos humanos; e a favor da livre determinação dos povos, a paz no mundo, a justiça social, a superação da impunidade, o resgate e a preservação da memória, e em especial pela superação do povo colombiano de sua grave situação social e política.
Seu objetivo é criar solidariedade nas organizações sociais e políticas do povo brasileiro ao povo colombiano para apoiar as lutas das colombianas e dos colombianos. E no reconhecimento de seus direitos humanos, na superação da impunidade, na solução política ao conflito armado com uma paz real e duradoura, na construção de justiça social e uma Colômbia onde caibam tod@s.

Para isso busca desenvolver os seguintes eixos:

* Divulgação e informação: Realiza campanhas de solidariedade ao povo colombiano divulgando e denunciando a situação colombiana, faz palestras, oficinas, assim como outro tipo de atividades e de documentos que ajudem a explicar essa realidade.
* Memória histórica: Recupera e preserva a memória histórica das lutas sociais e políticas colombianas, das vitimas, e de sua relação com as lutas brasileiras e das políticas desenvolvidas em América Latina.
* Direitos Humanos: Denuncia as violações de direitos humanos e cria redes solidárias, como comunidade internacional, incidindo e pressionando ao governo colombiano para que respeite os direitos humanos.  
* Paz duradoura: Busca gerar ações solidárias e manifestações que chamem e pressionem como comunidade internacional ao governo colombiano a dialogar e negociar uma paz duradoura e com justiça social com as distintas organizações revolucionarias que há nesse país.
* Ajuda a exilados, perseguidos e refugiados: Solidariedade com as pessoas colombianas que por causas da situação social e política que vive seu país estão obrigados a ter que abandoná-lo.
* Intercâmbio de experiências e convênios: Fazer pontes entre organizações e entidades brasileiras para realizar intercâmbios com organizações e entidades colombianas, procurando fortalecer os processos sociais e políticos dos movimentos sociais e democráticos da Colômbia, por meio de: acompanhamento internacional no terreno; troca de experiências e o reconhecimento da realidade; apoio para a formação e educação no Brasil de lideranças sociais e políticas colombianas que contribuam para o fortalecimento dos processos.

9 de ago de 2011

Convite cinema-debate El Baile Rojo em São Leopoldo

Estimad@ companheir@ queremos convidá-l@ para a exibição do filme “El Baile Rojo”, um documentário que mostra como o Estado colombiano exterminou, como genocídio político, o partido político de esquerda Unión Patriotica – UP. O debate é promovido pela Agenda Colômbia e será nesta sexta-feira, dia 12, às 19h, na Biblioteca Municipal Vianna Moog.
A UP foi criada em 1985 por diversos setores da esquerda colombiana na procura de superar a “guerra civil” que vive a Colômbia. Hoje soma mais de 5 mil mortos entre suas lideranças e a guerra na Colômbia continua, assim como a sistemática e permanente repressão do Estado colombiano, de forma criminal e terrorista.
A Agenda Colômbia é um espaço social e político brasileiro-colombiado, de solidariedade entre os povos, que está sendo criado. Busca dar vizibilidade à realidade colombiana e construir relações solidárias entre os povos.
Vários partidos de esquerda, movimentos, organizações e pessoas já estão engajadas na forma de apoio e/ou militância. Gostaríamos de convidar para que conheça este processo.
Asolidariedade é dos povosAgenda Colômbia