23 de jun de 2012

CONTRA O GOLPE DE ESTADO NO PARAGUAI


    América Latina novamente assiste um golpe de Estado. O país de turno é o Paraguai, mas agora no formato da suposta “legalidade”, assim como também o fizeram na Honduras em 2009 e como o tentaram fazer na Bolívia com a crise da Media Luna e na Venezuela em 2002.

    Na sexta-feira 22 de junho o Parlamento do Paraguai representando os interesses da classe dominante oligárquicas em conjunto com multinacionais como a MONSANTO e a DOW CHEMICAL e dos Estados Unidos depuseram seu presidente Fernando Lugo sem permitir sua defesa. Presidente que foi eleito de forma democrática e dentro das normas legais de aquele país.

    O Paraguai após de sua independência da Espanha tentou desenvolver sua economia de forma endógena para poder ter autonomia, o que contrariava os ditados que orientava Inglaterra. Pelo qual a Inglaterra estimulou e financiou uma guerra contra o Paraguai feita pela Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). O Paraguai jamais se recuperou de aquela selvageria feita contra seu povo.

    Depois as ditaduras determinaram um rombo de exploração, opressão e injustiça para o povo. As sucessões de ditaduras com pequenos períodos democráticos marcam a história desse país. Em quanto se fortalecia uma oligarquia latifundiária que aliada a setores financeiros imperiais desenvolveram negócios lucrativos para poucos, com o agronegócio da soja, a partir da apropriação ilegal da terra, de leis fraudulentas, da perseguição e ilegalização da oposição, como o mostra a historia do partido comunista do Paraguai, e por ultimo a instauração do narcotráfico para criar relações mafiosas na sociedade e não permitir a formação de processos que levem a verdadeiras mudanças estruturais. 

    A situação agraria paraguaia é fruto de toda essa complexa construção de exploração, exclusão e de uma acumulação por desapropriação feita contra os camponeses/as, contra os indígenas e contras setores minoritários de afro-descendentes que vivem nesse país.

   As mortes violentas entre a resistência agraria e as forças da repressão não é responsabilidade do presidente. É responsabilidade da oligarquia paraguaia e seus aliados. O presidente Lugo poder ser acusado de suas tímidas políticas por levar avante mudanças estruturais em favor do povo que o levo à presidência e por seus errados cálculos políticos de achar que poderia governar em coligação com setores da burguesia.

    O que acontece no Paraguai não só atenta contra a frágil democracia desse país, mas contra todas as democracias de América. A deposição da presidência ao Lugo, um ano antes de terminar seu período, é uma ameaça para as construções populares democráticas que em nosso continente se estão gestando. É outra movida na procura da criação de um bloco de países de dereita afetos aos Estados Unidos em América.

    Nossa solidariedade deveria ser dirigida ao povo paraguaio e apontando para que se respeite a decisão que fez este povo nas urnas quando em plebiscito eleitoral elegeram a Fernando Lugo como seu presidente. Há necessidade de denunciar, de mobilização e de pressionar contra a ditadura no Paraguai.

Não ao golpe de Estado no Paraguai!


Agenda Colômbia - Brasil
A Solidariedade é dos Povos!

12 de jun de 2012

Estudantes Colombianos se solidarizam com a luta estudantil Brasileira


A Mesa Ampla Nacional Estudantil (MANE) da Colômbia se solidariza com o Movimento Estudantil Brasileiro em sua luta pela defesa da educação pública!

Companheiros e companheiras

Movimento Estudantil do Brasil

Desde a Mesa Ampla Nacional Estudantil (MANE) lhes enviamos uma saudação cordial, solidária e revolucionária na sua luta diária, na sua luta pela defesa da educação pública no Brasil.

Desde a Colômbia acompanhamos com grande interesse as importantes expressões da mobilização do movimento estudantil brasileiro. Como irmãos e irmãs de luta saudamos sua importante luta porque entendemos que esse sonho, que essa luta pela revolução, se estende pelas nossas terras latino-americanas, que esta briga por condições dignas e por um modelo de educação à serviço da maioria, é uma necessidade na busca de igualdade e equidade social.

Sabemos muito bem que a luta de vocês é nossa luta, que sua resistência e seu grito de liberdade espalhado pelo solo brasileiro são um fôlego de vida e esperança ante o embate do neoliberalismo, ante o assalto das tentativas privatizadoras. Sabemos muito bem que o nosso grito pela educação pública, democrática, popular e gratuita enfrenta um inimigo comum; que nossos corpos e corações lutam junto aos camponeses, povos aborígines, jovens, mulheres, estudantes, operários e trabalhadores por um futuro mais justo.

Parabenizamos o processo de defesa e luta por melhores condições estruturais, acadêmicas e democráticas para a educação pública, em geral, e das universidades públicas federais, em particular, porque entendemos que esta luta corajosa que encarnam as estudantes e os estudantes brasileiros faz parte de uma torrente de resistências latino-americanas que longe de ficar parada ante o embate reacionário, se fortalece no dia a dia, e se faz presente nas áreas rurais e urbanas, percorrendo as veias desta América que por mais de cinco séculos tem mostrado dignidade e tem exigido os seus direitos.

Desejamos o sucesso na sua mobilização e no processo de resistência, saudando revolucionariamente a todas e todos os estudantes brasileiros. 


Porta-voz Nacional
Mesa Ampla Nacional Estudantil – MANE

Colômbia, 04 de junho de 2012


LANÇADA AGENDA COLÔMBIA-BRASIL NO RIO DE JANEIRO


A quarta feira 30 de maio realizou-se o lançamento oficial da Agenda Colômbia-Brasil no Rio de Janeiro, no centro cultural do Instituto de Advogados Brasileiros, onde participaram mais de 60 delegados/as de 24 organizações políticas, sociais e culturais, além de brasileiros/as e colombianos/as com interesse em conhecer sobre a realidade social colombiana, a proposta da Agenda Colômbia-Brasil e o processo da Marcha Patriótica.

Durante o evento apresentou-se uma introdução sobre a situação atual da Colômbia com respeito aos direitos humanos, a continuidade do governo de Santos Calderón com respeito ao Uribe Vélez em temas centrais desse país como a política econômica e o conflito sócio-político armado, e destacou-se a importância do acompanhamento internacional para o avanço num processo de resolução política do mesmo.

Houve intervenções de delegados de organizações que participaram do lançamento da Marcha Patriótica como movimento social e político, e que estão dispostos a construir Agenda Colômbia-Brasil no Rio de Janeiro, destacando a vitalidade do processo na Colômbia e a necessidade de apoiar as lutas nesse país; houve intervenções do público aportando na analise sobre a situação do conflito na Colômbia e a importância desse país na região continental, especialmente como possibilidade de entrada e ampliação do domínio político-econômico estadunidense; também realizou-se propostas concretas de participação na Cúpula dos Povos (15 ao 23 de junho), de fazer eventos e atividades nas favelas, escolas, e de chegar aos meios de comunicação alternativos da cidade e do estado, entre outros.

Nas palavras de alguns participantes do lançamento da Agenda Colômbia-Brasil:

“(…) a solução política do conflito com mudanças democráticas, políticas e econômicas, só é possível por meio da luta de massas, por isso saudamos a Marcha Patriótica (...) precisamos conquistar mais gente para a solidariedade com o povo colombiano (...) queremos que Agenda Colômbia seja o mais ampla possível, que todo mundo seja parte desta agenda”.
                         Iván Pinheiro – Partido Comunista Brasileiro

“(...) uma das tarefas que temos que fazer é acabar com esse bloqueio, com esse silencio que existe sobre o conflito social que se vive na Colômbia, temos que encontrar formas para que o povo brasileiro saiba realmente o que se passa lá (...) precisamos construir solidariedade em ações com o povo colombiano”.
Joba Alves – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

(...) A gente viu como esse processo da Marcha Patriótica está enraizado nas lutas sociais (...) a gente tem que o entender tal vez como o principal movimento de massas da América Latina, de resistência ao imperialismo e seu avanço no nosso continente (...) a gente vê que tem coisas muito parecidas entre a realidade colombiana y brasileira, como a criminalização das protestas sociais, estamos propondo que Agenda Colômbia logre visibilizar as lutas sociais que ocorrem no Brasil y na Colômbia”.
 Luís Maia – União da Juventud Comunista 

(…) não temos possibilidade nenhuma de avançar nas reivindicações sociais sem um processo amplo de democratização, o que implica a resolução política do conflito armado (...) esperamos que a Marcha Patriótica conflua num só processo de articulação com o Congresso dos povos, a Minga Social Indígena, o Polo Democrático Alternativo, porque é a única maneira de dar saída à situação do país”.
Juan Pablo Tapiro – Comitê pro-conselho patriótico da Colômbia no Brasil

O processo da Agenda Colômbia-Brasil já tem presença em Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro; é um instrumento para difundir a situação da Colômbia, especialmente no tema de direitos humanos, e para abrir canais de comunicação para que cada vez mais organizações brasileiras acompanhem os processos de luta social e política,  como a Marcha Patriótica; mas também é um instrumento para os colombianos colombianas conhecer mais do Brasil, da sua situação e suas lutas, para que materializemos a solidariedade dos povos. 

O evento fechou com rap combativo de Fiell e o Bonde da Cultura... e em coro todos cantamos:

Eu quero um mundo melhor, uma cidade melhor, um respeito maior, nós só queremos levar uma vida melhor

Vamos a derrubar o sistema, ele já vai cair, mas sem não empurrar, cai tudo mundo ali, vamos a derrubar o sistema, ele já vai cair, mas se não se organizar, não tem futuro


Agenda Colômbia-Brasil / Rio de Janeiro
A Solidariedade é dos Povos!