14 de set de 2012

HÁ GARANTIAS PARA A MARCHA PATRIÓTICA EXISTIR NA DEMOCRACIA DA COLÔMBIA – PERGUNTA ANDRÉS GIL AO RECOBRAR A LIBERDADE



Há garantias para a Marcha Patriótica existir como movimento político na democracia da Colômbia? Vão continuar estigmatizando-a e justificar assim sua repressão? Vai seguir a perseguição a suas lideranças? O presidente da república da Colômbia Juan Manuel Santos vai manter-se sem pronunciar-se diante esses fatos? 

São as perguntas que o líder camponês e porta-voz da Marcha Patriótica Andrés Gil fez ao povo e ao presidente da Colômbia quando foi deixado em liberdade depois de ser detido de forma ilegal e arbitrária pela policia colombiana e que parafraseamos. 

No tempo que esteve detido ilegalmente, por parte da força publica, Gil viveu sinalamentos, estigmatizações e mãos tratos que dão conta da repressão e perseguição contra as lideranças do Movimento Social e Político Marcha Patriótica. 

A defensora de direitos humanos Piedad Cordoba, que é uma das quatro Porta-vozes da Marcha Patriótica, caracterizou o fato como “um mau começo para os diálogos de paz”. Embora o governo fale de criar garantias para a construção da paz, a realidade mostra que não há garantias para os que “estão exigindo uma saída política ao conflito, [...] para os que fazem oposição e [...] para formar movimentos como a Marcha Patriótica”. 

Piedad Cordoba acrescentou que “se não se houvesse agido com prontidão, facilmente Andrés estivera desaparecido [...]”. Fazendo referencia às usuais praticas de desaparição forçada que em circunstâncias similares tem cometido membros da polícia e do exercito colombiano, e que fazem que a democracia da Colômbia tenha mais desaparecidos que qualquer ditadura de América Latina.    

Andrés Gil foi detido de forma arbitraria e sem que contra ele existisse um mandato de apreensão, sendo acusado sem provas fundamentadas do delito de rebelião. A detenção ilegal ocorreu no aeroporto internacional el Dorado da cidade de Bogotá, Capital da Colômbia, onde o dirigente camponês se encontrava para viajar a Barcelona, Espanha. Nessa cidade começaria uma gira com a finalidade de dar a conhecer a nível internacional o Movimento Marcha Patriótica e a importância de apoiar as propostas da sociedade civil para saída política ao conflito.

Como Marcha Patriótica Capítulo Brasil e Agenda Colômbia-Brasil responsabilizamos ao governo da Colômbia, em cabeça de Juan Manuel Santos, do que possa acontecer contra a integridade física e moral das lideranças e militantes do Movimento Social e Político Marcha Patriótica pelas reiteradas, permanentes e sistemáticas estigmatizações e sinalamentos, que abrem espaço para que continuem as perseguições e a repressão às organizações e pessoas que corajosamente mantém a bandeira da paz e acreditam na saída política ao conflito e na construção democrática popular.

Fazemos um chamado às organizações sociais e políticas brasileiras que acreditam na solidariedade entre os povos para, incluir dentro de suas pautas de luta, para mobilizar-se e pressionar às autoridades colombianas para que deem garantias e deixem de estigmatizar e fazer sinalamentos injustos e irresponsáveis contra a Marcha Patriótica, contra as organizações de esquerda e democráticas, contra as pessoas que militam pela paz e os direitos humanos.   E para que apoiem o processo da Marcha Patriótica, como proposta que abre caminhos para a paz e construção alternativa democrática de poder das organizações sociais e de base do povo colombiano.


Marcha Patriótica Capítulo Brasil             Agenda Colômbia-Brasil
                                                                        A solidariedade é dos Povos!!!

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